Trabalho com tráfego pago há mais de 15 anos e já vi muita “profecia do apocalipse” no nosso mercado. Agora, em 2026, o papo da vez é que a Inteligência Artificial vai engolir todo mundo.
Vi o Adriano Gianini comentando sobre as divisões de níveis dos profissionais hoje em dia e, honestamente, concordo com quase tudo. O mercado não está morrendo, ele só está ficando intolerante com quem é raso.
A verdade nua e crua é que o empresário não acorda querendo comprar cliques, ele quer vender. Se você não entende isso, está no caminho certo para ser substituído por um script qualquer.
Para facilitar a visão de onde você está e para onde precisa ir, vale a pena olhar para essa escada de evolução.
Nível 1: O apertador de botões que a IA vai substituir
Esse é o nível básico, o famoso “feijão com arroz”. É aquele sujeito que sabe onde clica para criar um anúncio e só. Ele tem uma visão puramente de ferramenta.
Em 2026, esse cara é uma commodity total. Se o seu trabalho se resume a subir campanha e configurar pixel, sinto dizer, mas a IA das plataformas já faz isso melhor que você.
É aqui que a saturação existe de verdade e onde os preços dos serviços foram parar no chão.
Nível 2: O estrategista que domina a inteligência das plataformas
Aqui o jogo começa a ficar um pouco mais sério. Esse profissional já não é refém do botão, ele entende como o algoritmo “pensa”.
Ele sabe quando usar um CBO, como tirar proveito do Advantage+, da Performace Max, Catálogo de Produtos e como testar públicos de forma lógica.
Ele não apenas sobe o anúncio, ele tenta extrair o máximo de performance técnica. É um nível bom, mas ainda corre o risco de ficar preso apenas ao que acontece dentro do Gerenciador de Anúncios.
Nível 3: O estrategista de marketing que olha para o canal certo
Subindo mais um degrau, temos quem já parou de olhar só para o Facebook ou Google e começou a olhar para a estratégia de comunicação.
Esse profissional tem peito para dizer ao cliente que ele não deveria estar na rede de pesquisa, mas sim no YouTube, no TikTok por exemplo.
Ele questiona o criativo, sugere mudanças na abordagem e entende que o tráfego pago é apenas uma parte de uma engrenagem de marketing muito maior.
Aqui, você já começa a ser visto como um investimento, não como um custo.
Nível 4: O estrategista de negócios que se torna indispensável
Esse é o topo. É o cara que senta na mesa com o dono da empresa e fala sobre precificação, analisa o que a concorrência está fazendo e sugere mudanças no modelo de negócio para o ROI fazer sentido.
Eu mesmo já salvei conta de cliente simplesmente analisando o mercado e percebendo que um concorrente novo tinha entrado com um preço imbatível.
Não era o anúncio que estava ruim, era o cenário que mudou. Quando você age assim, com “cabeça de dono”, o empresário não te troca por ninguém.
O que eu percebo é que muita gente sofre tentando empreender sem ter perfil para isso, quando poderia estar ganhando muito bem trabalhando para grandes agências que estão desesperadas por gente desse nível.
O mercado está pagando salários excelentes para quem realmente entrega resultado e não apenas relatórios cheios de métricas de vaidade.
Se você quer durar nesse jogo, precisa parar de ser um técnico de ferramenta e começar a ser um consultor de vendas que usa o tráfego pago como porta de entrada.
O empresário fala a língua do lucro. Se você aprender a falar essa língua também, o mercado de 2026 vai ser o melhor da sua vida.