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Marketing de influência no esporte move marcas e torcedores

Marketing de influência no esporte move marcas e torcedores
Foto de Rod Lopes

Rod Lopes

Quem trabalha com bastidores de negócios digitais sabe que o mercado de criadores de conteúdo no Brasil não é brincadeira. Passamos aquela fase em que colocar uma marca na mão de alguém era só uma tentativa de ganhar visibilidade rápida.

Hoje, o ecossistema é maduro, complexo e move cifras impressionantes. O Brasil é uma potência bizarra nesse cenário, concentrando uma fatia gigantesca dos posts patrocinados no mundo inteiro, ficando atrás apenas do mercado norte-americano.

Quando trazemos essa realidade para o universo dos esportes, a dinâmica ganha uma tração animal. O esporte mexe com paixão cega, rotina, identidade e, claro, grandes conversas globais.

Em momentos de grandes campeonatos, como a Copa do Mundo, esse ecossistema simplesmente explode. As marcas entenderam que não dá mais para criar campanhas unilaterais, aquele velho monólogo publicitário onde a empresa fala e o público escuta.

A dinâmica atual exige fazer parte da conversa que já está acontecendo nas redes, nas mesas de bar e nos grupos de mensagem.

Para entender o tamanho desse mercado, vale olhar para a distribuição global de publicidade digital e a relevância dos criadores.

Uma pesquisa recente da Influencer Marketing Hub mostrou o peso do mercado brasileiro no cenário de conteúdo patrocinado. O tamanho do mercado de posts patrocinados reflete essa força:

  • Estados Unidos: 22,7% da fatia global
  • Brasil: 14,5% da fatia global

A grande mudança de mentalidade é enxergar que atletas e criadores de nicho esportivo não funcionam mais como meros outdoors com pernas. Eles são canais de mídia próprios, com linha editorial, linguagem muito específica e comunidades absurdamente engajadas.

O caso dos atletas profissionais mostra bem essa engrenagem. Antigamente, o jogador de futebol ou a ginasta dependiam exclusivamente do desempenho em campo ou na pista para atrair patrocinadores.

Hoje, a gestão de imagem começa na base. Garotos que mal subiram para o profissional já possuem marcas desenhando estratégias de longo prazo com eles, de olho na conexão cultural que esses jovens têm com o público da mesma idade.

O esporte virou a porta de entrada para construir narrativas de estilo de vida. Rod Lopes

Por outro lado, o fenômeno dos criadores de conteúdo que cobrem esporte mudou o jeito de consumir o jogo. Plataformas independentes e canais de streaming focados em entretenimento esportivo quebraram o monopólio da transmissão tradicional.

O público quer ver o bastidor, o meme, a reação genuína, a celebração sem filtro.

Um exemplo prático dessa descentralização foi o movimento de trazer figuras conhecidas da comunicação para dentro das estratégias internas das marcas.

O Guaraná Antarctica fez isso ao trazer a jornalista Fernanda Gentil para atuar diretamente na criação das campanhas voltadas para os grandes eventos esportivos.

A ideia é óbvia: usar a bagagem de quem sabe falar com o torcedor para desenhar mensagens que gerem identificação imediata, sem parecer aquele papo corporativo chato.

O site oficial do Meio & Mensagem traz insights profundos sobre como essas movimentações de bastidores estruturam o mercado de comunicação no país.

Outro ponto que as marcas aprenderam a monitorar é o pico de atenção. Eventos massivos criam heróis instantâneos.

Durante os Jogos Olímpicos de Paris, vimos atletas explodirem em número de seguidores da noite para o dia após conquistarem uma medalha.

A judoca Beatriz Souza e a ginasta Rebeca Andrade viram suas redes sociais inundadas de novos fãs em questão de horas.

Para as empresas, o desafio não é apenas surfar essa onda no dia da vitória, mas entender como estender essa relevância quando os refletores principais se apagam. É aí que a consistência do conteúdo faz a diferença.

Quem consegue manter uma conversa ativa e real com a base continua relevante, independentemente do calendário de jogos. O mercado esportivo digital não aceita mais amadorismo, a audiência percebe de longe quando o discurso é forçado.

No fim, ganha quem consegue traduzir a paixão do esporte em histórias que as pessoas realmente queiram acompanhar no dia a dia.

Foto de Rod Lopes

Rod Lopes

Desde o século passado atuando no digital, ensino exatamente o que aplico na prática para mim e para clientes, integrando conhecimento técnico e visão estratégica de alto nível, sempre adaptado à sua realidade, não à dos outros.

Desenvolvo projetos que vão da arquitetura digital à gestão estratégica, integrando Automação e Inteligência Artificial como diferencial competitivo.

Com uma década de experiência na IBM, desenvolvi conhecimento técnico, estratégico e disciplina de execução que aplico hoje na construção de negócios digitais atrativos para o público-alvo.

Pós-graduado em Marketing e Mídias Digitais pela FGV, ministro Workshops Presenciais em Campinas e Região e Online para o Brasil e exterior, desenvolvendo habilidades digitais com foco profissional e visão de negócio.

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