Lendo uma pesquisa recente da i-Cherry que saiu no Meio e Mensagem, reparei num dado que incomoda quem vive o dia a dia do digital. Mais da metade das empresas pesquisadas, cerca de 53%, compreende perfeitamente o peso do SEO para o negócio.
Elas sabem do impacto financeiro do tráfego orgânico. O detalhe é que simplesmente não têm um plano de ação claro para tirar isso do papel.
Saber o que precisa ser feito e não conseguir executar causa um atrito enorme em qualquer operação.
Eu vejo isso acontecer com uma frequência assustadora nos bastidores.
A equipe de marketing senta, faz reuniões longas, levanta planilhas enormes com palavras-chave, estuda a concorrência e monta um mapa de conteúdo brilhante. Tudo fica lindo no planejamento e na apresentação para a diretoria.
O problema começa quando o plano esbarra na infraestrutura técnica. Existe um costume bem enraizado no mercado de tratar a equipe de tecnologia como um simples balcão de pedidos.
O marketing formula a demanda de SEO e repassa para a TI resolver. Só que o pessoal do desenvolvimento quase sempre já está afogado em manutenções e problemas urgentes de servidor.
Aquelas implementações cruciais, como melhoria de velocidade de carregamento, ajustes de tags estruturais e mudanças na arquitetura do site, acabam virando tarefas secundárias num backlog infinito.
O levantamento bateu exatamente nessa tecla. Fazer a engrenagem orgânica rodar exige que o time de tecnologia participe da conversa desde o primeiro minuto.
Eles precisam entender a lógica de cada ajuste técnico, atuando como parceiros estratégicos e dividindo a responsabilidade pela geração de resultados.
Além da dificuldade interna de integração, ainda temos o fator novidade causando paralisia nos gestores. O mercado inteiro está discutindo as inteligências artificiais e a otimização para motores generativos, o chamado GEO.
Isso gera um ruído enorme nas empresas. Tem diretoria segurando investimento em produção de conteúdo porque acredita que as novas ferramentas vão invalidar todo o trabalho de busca tradicional em pouquíssimos meses.
A resposta prática para esse medo é bem mais simples. Adaptar o negócio para as buscas turbinadas com inteligência artificial exige uma base de SEO extremamente sólida.
As duas disciplinas se complementam organicamente. Você precisa incorporar as novas exigências de contexto e de autoridade à estratégia que já deveria estar rodando na sua empresa hoje.
Uma IA só vai recomendar sua marca se encontrar um ecossistema técnico e de conteúdo impecável por trás do site.
Ficar travado discutindo o futuro das buscas apenas adia o trabalho pesado. Observar o fluxo de tarefas entre quem pensa as campanhas e quem sustenta o código acaba destravando os acessos orgânicos muito mais rápido do que qualquer teoria complexa sobre algoritmos.