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Tempo de atenção é a principal métrica de engajamento, nunca foi like.

Tempo de atenção é a principal métrica de engajamento, nunca foi like.
Foto de Rod Lopes

Rod Lopes

Sempre que abro o Instagram ou vejo algum relatório de métricas, percebo uma obsessão quase doentia por curtidas.

Mas, sendo bem sincero, o “like” virou a moeda mais desvalorizada do mercado digital. É fácil dar um clique duplo enquanto se desce a tela de forma hipnótica, sem nem processar o que está ali.

O que realmente me faz parar e analisar se uma estratégia está funcionando é o tempo que as pessoas dedicam ao que eu, você ou meus clientes postamos.

A verdade é que a atenção virou o recurso mais escasso que existe. A gente disputa espaço com dancinhas, notícias pesadas e o caos do cotidiano.

Se alguém parou por trinta segundos para ler um texto ou ver um vídeo seu, essa pessoa te deu algo muito mais valioso do que um coraçãozinho vermelho. Ela te deu tempo. E tempo, no mundo dos negócios online, é o que precede a confiança e, eventualmente, a venda.

Já vi marcas com milhões de seguidores que não conseguem sustentar uma conversa real. É um deserto de interação humana escondido atrás de números inflados.

Por outro lado, conheço operações menores que, quando postam algo, geram discussões, perguntas e um movimento genuíno. Essas marcas entenderam que o jogo mudou. O algoritmo hoje não quer apenas que você seja popular, ele quer que você seja relevante a ponto de manter o usuário dentro da plataforma, consumindo algo que preste.

O desafio é como prender essa atenção sem ser o chato que grita o tempo todo.

Eu costumo dizer que conteúdo bom é aquele que parece uma conversa de café – aquela que você não quer que acabe logo.

Quando a gente foca em profundidade, o engajamento vem como consequência natural, não como uma meta a ser perseguida a qualquer custo.

Engajamento real dá trabalho. Exige que a gente coloque a cara, que tenha opinião e que, às vezes, discorde do senso comum.

É muito mais cômodo postar uma frase motivacional genérica que todo mundo curte por reflexo, mas isso não constrói patrimônio de marca. O que constrói é a retenção. Se a sua audiência gasta tempo com você, ela está investindo na relação.

Para quem está tentando escalar um negócio agora, meu conselho é olhar menos para o total de interações rápidas e muito mais para o tempo médio de visualização ou para a qualidade dos comentários.

Se as pessoas estão gastando minutos com o seu conteúdo, você é dono de um terreno valioso na mente delas. O resto é apenas vaidade técnica que não paga as contas no fim do mês.

Se você sente que está falando sozinho, talvez o problema não seja o algoritmo, mas o fato de que você está tentando ganhar um like rápido em vez de conquistar um minuto de silêncio e atenção.

O mercado está saturado de barulho, o que as pessoas buscam agora é substância.

Foto de Rod Lopes

Rod Lopes

Desde o século passado atuando no digital, ensino exatamente o que aplico na prática para mim e para clientes, integrando conhecimento técnico e visão estratégica de alto nível, sempre adaptado à sua realidade, não à dos outros.

Desenvolvo projetos que vão da arquitetura digital à gestão estratégica, integrando Automação e Inteligência Artificial como diferencial competitivo.

Com uma década de experiência na IBM, desenvolvi conhecimento técnico, estratégico e disciplina de execução que aplico hoje na construção de negócios digitais atrativos para o público-alvo.

Pós-graduado em Marketing e Mídias Digitais pela FGV, ministro Workshops Presenciais em Campinas e Região e Online para o Brasil e exterior, desenvolvendo habilidades digitais com foco profissional e visão de negócio.

Bio

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