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Como a lei de multimídia 15.325/26 afeta o marketing digital no Brasil

Como a lei de multimídia 15325 de 2026 afeta o marketing digital no Brasil
Foto de Rod Lopes

Rod Lopes

Olha, eu acompanho esse mercado digital há tempo suficiente para saber que, vira e mexe, aparece algum projeto de lei tentando colocar em uma caixa o que a gente faz na internet.

Dessa vez, a coisa parece que andou de um jeito mais sério com essa história da regulamentação da profissão de multimídia. A Lei 15.325, de 2026 chegou para atualizar uma regra lá dos anos 70, da época que rádio e TV eram os únicos donos do pedaço, e agora incluiu funções que hoje são o arroz com feijão de qualquer agência ou operação de conteúdo.

Sendo bem sincero, essa atualização era necessária. Não dava mais para fingir que quem trabalha com som, imagem e edição no digital estava sob o guarda-chuva de uma lei pensada para a era do vinil.

O texto agora fala diretamente sobre profissionais que atuam na criação, tratamento e difusão de conteúdos em mídias eletrônicas. Isso mexe com quem edita vídeo, quem cuida de áudio e até com quem está no comando da estratégia de distribuição.

Mas aqui entra o meu lado mais “vivido” nos negócios. Toda vez que o Estado tenta organizar um setor que cresceu organicamente na base da agilidade e da inovação, eu fico com um pé atrás.

O mercado digital sempre foi um terreno de liberdade, onde o talento e o resultado falavam mais alto que qualquer diploma ou registro profissional. Agora, com essa categoria de “multimídia”, surge de novo a conversa sobre o DRT, aquele registro que antes era restrito aos radialistas e atores.

Eu já vi muita agência pequena se virando nos trinta, com profissionais que fazem de tudo um pouco, o famoso “eu-preendedor” ou o time de duas pessoas que produz conteúdo de cinema com um celular. Se a gente começar a burocratizar demais o acesso a essas funções, corre-se o risco de criar barreiras para quem está começando.

Por outro lado, entendo que ter uma definição legal pode ajudar em questões trabalhistas e dar uma casca de profissão séria para quem ainda é visto pela família como “o sobrinho que fica na internet”.

Na prática, o que muda é que essas atividades agora têm um nome oficial perante a lei. Se você trabalha com edição de imagem para um canal no YouTube ou produz podcasts em série, a sua realidade agora está mapeada.

É um passo em direção à formalização, mas espero que isso não venha acompanhado de uma lentidão que o nosso ritmo de trabalho não suporta.

No marketing digital, o que era tendência ontem já é passado hoje, e as leis, como a gente sabe, não costumam ter essa mesma velocidade.

O impacto nas agências também vai ser interessante de observar. Contratos, descrições de cargos e até a forma de contratar freelancers podem sofrer ajustes. É aquele tipo de mudança que a gente olha, estuda, mas só sente o efeito real quando o primeiro problema jurídico ou a primeira fiscalização bate na porta.

Por enquanto, o melhor é entender que o jogo ganhou novas regras no papel, mas o campo de batalha continua sendo a atenção do público e a qualidade do que a gente entrega.

Foto de Rod Lopes

Rod Lopes

Desde o século passado atuando no digital, ensino exatamente o que aplico na prática para mim e para clientes, integrando conhecimento técnico e visão estratégica de alto nível, sempre adaptado à sua realidade, não à dos outros.

Desenvolvo projetos que vão da arquitetura digital à gestão estratégica, integrando Automação e Inteligência Artificial como diferencial competitivo.

Com uma década de experiência na IBM, desenvolvi conhecimento técnico, estratégico e disciplina de execução que aplico hoje na construção de negócios digitais atrativos para o público-alvo.

Pós-graduado em Marketing e Mídias Digitais pela FGV, ministro Workshops Presenciais em Campinas e Região e Online para o Brasil e exterior, desenvolvendo habilidades digitais com foco profissional e visão de negócio.

Bio

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