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Marketing de conteúdo e a verdade sobre criar demanda

Marketing de conteúdo e a verdade sobre criar demanda
Foto de Rod Lopes

Rod Lopes

Olha, se tem uma coisa que o tempo me ensinou no digital é que a gente adora se enganar com fórmulas prontas.

No começo, eu acreditava piamente naquela história de que basta ter consistência e um SEO bem feito que o sucesso é inevitável. Mas a verdade é bem mais amarga e, sinceramente, muito mais útil quando você finalmente a aceita.

A lição mais dura que aprendi é que você não consegue obrigar ninguém a se interessar por algo que ela simplesmente não quer. Parece óbvio, né? Mas a maioria de nós gasta meses produzindo conteúdos densos, educativos e profundos, tentando convencer o público de que ele tem um problema que ele ainda nem sente que tem.

O marketing de conteúdo, na prática real da coisa, não tem o poder de criar demanda do zero. Ele é, na verdade, uma ferramenta de captura.

Eu já perdi muito tempo tentando ser o professor de quem não queria sentar na cadeira da escola. Eu escrevia guias sobre ferramentas complexas enquanto o meu cliente só queria saber como resolver uma dor de cabeça imediata e pontual.

O erro clássico aqui é o ego do criador de conteúdo, que quer mostrar autoridade em vez de ser útil no nível em que o outro está.

Quando eu parei de tentar doutrinar as pessoas e comecei a aparecer onde elas já estavam fazendo perguntas, o jogo mudou.

Se alguém está procurando por “como organizar o fluxo de caixa no Excel“, não adianta eu tentar empurrar um artigo filosófico sobre a importância da gestão disruptiva na era da inteligência artificial. A pessoa quer a planilha, ela quer o passo a passo de agora.

O mito de educar o mercado

Essa história de “educar o mercado” é linda nos livros de marketing de grandes corporações com orçamentos infinitos. Para quem está no campo de batalha do dia a dia, tentar criar um desejo que não existe é um ralo de dinheiro e energia.

O conteúdo que realmente converte é aquele que encontra a intenção que já está queimando na cabeça do usuário. É sobre ser o alívio para uma coceira que ele já sente, não tentar convencê-lo de que ele vai ter uma coceira daqui a seis meses.

Hoje, quando sento para planejar qualquer coisa, a primeira pergunta que me faço não é “o que eu quero ensinar?”, mas sim “o que eles já estão buscando desesperadamente?”.

É uma mudança sutil de perspectiva, mas que separa quem tem uma audiência de quem só tem um arquivo de textos que ninguém lê.

A gente precisa aceitar que o conteúdo é um facilitador de encontros.

Se você se posiciona no caminho de quem já está caminhando para algum lugar, é muito mais fácil oferecer uma carona. Tentar arrastar alguém para uma estrada que ela não escolheu é o caminho mais curto para a frustração.

Foto de Rod Lopes

Rod Lopes

Desde o século passado, ajudando pessoas e empresas a se posicionarem melhor no mercado digital.

- Pós-graduado em Marketing e Mídias Digitais pela FGV.

- Cursos Presenciais em Campinas e Ao Vivo/Online parao Brasil e Exterior de diversos aspectos do marketing digital.

- Desenvolvimento de Habilidades Digitais de Uso Profissional.

- Criação de Negócios Online e Marketing Digital na era da Inteligência Artificial e Automação.

- Minha atuação abrange desde a criação de sites, landing pages e lojas virtuais, gestão técnica e estratégica de tráfego pago e orgânico otimizado para motores de busca (SEO) até a implementação de soluções com Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao marketing de conteúdo.

- Mentor de profissionais de marketing que buscam dar um UP na carreira.

Ensino tudo que faço, integrando conhecimento técnico e estratégico de alto nível sempre focado em resultados.

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