Sempre que leio sobre o futuro da inteligência artificial, sinto que a maioria das pessoas ainda está presa na fase do deslumbramento inicial.
É aquele momento em que a gente acha incrível o computador escrever um e-mail, um conteúdo para estratégias de marketing ou resumir um PDF.
Mas a verdade é que estamos apenas na superfície.
Li recentemente uma análise sobre o que chamam de “conhecimento super-humano“, publicado pela revista Exame, e a tal próxima revolução da IA. Isso me fez refletir sobre como o jogo vai virar nos próximos anos.
Até agora, a gente tem lidado com o que eu chamo de “estagiário muito rápido”. As IAs atuais, como o ChatGPT, Gemini, Claude, dentre outras que a maioria usa, são baseadas em probabilidade. Elas chutam a próxima palavra com uma precisão assustadora, mas, no fundo, elas não estão “pensando” do jeito que a gente entende o pensamento crítico. Elas operam no piloto automático.
O que está vindo por aí – e o Google, OpenAI e outras gigantes já deixaram isso claro – é uma mudança de paradigma. Estamos saindo da fase dos chatbots que falam muito para entrar na era dos sistemas que raciocinam.
A diferença entre responder rápido e responder certo
Pense na forma como você toma decisões. Para coisas triviais, você reage instintivamente. Para problemas complexos, você para, respira, analisa cenários, descarta o que não serve e só então chega a uma conclusão.
A próxima geração de IA vai fazer exatamente isso. Em vez de cuspir uma resposta em milissegundos, o sistema vai ter a capacidade de “refletir”. Isso muda tudo para quem tem negócios.
Hoje, a gente gasta muito tempo corrigindo as alucinações da máquina ou tentando dar o contexto que ela não pegou. Com o nível de raciocínio avançado, a IA passa a atuar não mais como um estagiário, mas como um consultor sênior.
Isso é o que eles classificam como o “Nível 2” da IA: os Raciocinadores.
Onde a automação encontra a inteligência real
É aqui que a coisa fica interessante para o nosso dia a dia operacional. Hoje, a gente já busca eficiência em tudo. Quem trabalha no digital sabe que a consistência é a chave, e é por isso que uma boa automação de conteúdo para redes sociais é vital para manter a roda girando enquanto a gente foca no estratégico.
Só que, com essa nova camada de inteligência “super-humana”, essas ferramentas deixam de ser apenas agendadores ou geradores de legendas genéricas.
Imagine um sistema que não apenas posta, mas que analisa o sentimento do mercado, cruza com dados financeiros globais e sugere uma alteração na sua linha editorial porque percebeu uma tendência que nenhum humano notou ainda. A automação deixa de ser mecânica e passa a ser analítica.
O salto para o conhecimento super-humano
A conversa fica mais profunda quando olhamos para o longo prazo. A promessa é que chegaremos a um ponto onde a IA não apenas resolve problemas que já conhecemos, mas começa a inovar. É o que já estão chamando de “Nível Super-Humano”.
Isso soa meio ficção científica, mas a lógica é sólida. Se a máquina consegue processar todo o conhecimento biológico disponível e cruzar dados com uma capacidade de “raciocínio” profundo, ela pode, teoricamente, descobrir curas ou inventar tecnologias que nossa mente biológica levaria décadas para alcançar.
Para o empreendedor, isso significa acesso a insights que hoje são impossíveis.
Não é sobre substituir, é sobre subir a régua
Muita gente treme na base achando que vai se tornar obsoleto. Minha visão é um pouco diferente.
A régua vai subir. Se o computador consegue fazer o raciocínio lógico básico e intermediário melhor que nós, o nosso valor passa a ser a curadoria, a ética, a empatia e a decisão final.
O perigo não é a IA ficar inteligente demais. O perigo é a gente continuar operando no modo automático enquanto a ferramenta evolui.
Quem souber fazer as perguntas certas para uma máquina capaz de raciocinar vai ter uma vantagem competitiva brutal sobre quem só usa a IA para escrever texto bonitinho.
Estamos caminhando para um mundo onde o “como fazer” será commodity. O valor real estará inteiramente no “o que fazer” e “por que fazer”.
E sinceramente, mal posso esperar para ver como isso vai limpar o mercado de amadores.